A administração Trump pressionou, nos últimos dias, por uma busca incomumente agressiva na residência da deputada Ilhan Omar, no âmbito de uma investigação sobre fraude imigratória que tem como alvo a parlamentar, possíveis declarações falsas em documentos governamentais e uma eventual conspiração, segundo várias pessoas a par do caso.
Os promotores, contudo, tiveram primeiro de lidar com um juiz federal, em um processo de negociação prolongado que não havia sido noticiado anteriormente.
O juiz Matthew Sharbaugh, do Tribunal Distrital do Distrito de Colúmbia, acabou impondo limites à forma como o Departamento de Justiça poderia acessar os documentos de Omar durante a busca realizada na segunda-feira (12), condição para que ele aprovasse o mandado, levando em conta o cargo de Omar como membro do Congresso e as proteções constitucionais a ela inerentes, informaram à CNN várias pessoas familiarizadas com o caso.
As apurações dos investigadores, que motivaram a busca, incluem a possibilidade de que Omar ou seu pai, já falecido, tenham mentido sobre a idade dela por ocasião da obtenção da cidadania, em 2000, alegando que ela era menor de idade quando, na verdade, já era adulta.
