(por Mariana Caminha)
A Floresta Amazônica que conhecemos hoje não é apenas obra da natureza. Parte dela foi cultivada, transformada e cuidadosamente manejada pelos povos indígenas ao longo de milhares de anos.
A afirmação pode surpreender quem cresceu imaginando a Amazônia como uma imensidão verde, intocada pela presença humana. Mas a ciência já demonstrou que a história da maior floresta tropical do planeta é também uma história de engenhosidade, conhecimento e intervenção humana.
Foi essa descoberta que reapareceu, quase dez anos depois de sua publicação, em um lugar inesperado: um programa de televisão.
Na estreia da quinta temporada de Avisa Lá Que Eu Vou, exibida nesta semana pela TV Globo, Paulo Vieira visita o Território Indígena do Xingu, em Mato Grosso, para acompanhar o Quarup, uma das mais importantes cerimônias dos povos indígenas da região, dedicada à memória e à despedida dos mortos. Com a sensibilidade e o humor que caracterizam seu trabalho, o apresentador mergulha em um universo de rituais, histórias e conhecimentos que resistem à passagem do tempo.
Chegando ao fim do episódio, Paulo recupera uma pesquisa publicada em março de 2017 na revista científica Science.
