As investigações da Polícia Federal (PF) acerca da organização criminosa suspeita de lavar R$ 7,6 bilhões com postos de combustíveis no Rio de Janeiro (RJ) apontam possível ligação entre a gestão de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, e a cúpula do Comando Vermelho (CV). O político foi preso nesta quinta-feira (15/10).
O documento da PF que sustentou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que autorizou a 8ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (15/10), aponta que o capitão da Polícia Militar Alessander Ribeiro Estrella Rosa, preso em fevereiro deste ano por envolvimento com o CV, fazia a ponte entre os interesses da gestão de Canella e a facção.
A quebra do sigilo telemático do celular do PM revelou diálogos entre Alessander e integrantes da cúpula do CV. Segundo o documento, ele teria conversado com Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, e José Severino da Silva Júnior, conhecido como “Soró”.
