A aprovação da PEC 221/2019, que substitui a jornada 6×1 pelo modelo 5×2 e reduz a carga horária semanal de 44 para 40 horas, foi criticada pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles. Ele afirmou que a mudança, sem considerar as particularidades do campo e sem estar acompanhada de outras reformas, pode elevar custos de produção, agravar a escassez de mão de obra e comprometer a competitividade das propriedades rurais.
Meirelles reconheceu a importância da valorização dos trabalhadores e da melhoria das condições de trabalho, mas defendeu que qualquer alteração na legislação trabalhista deveria ser precedida de estudos aprofundados sobre impactos econômicos e levar em conta as especificidades de cada setor. “Não somos contrários à valorização do trabalhador. Pelo contrário, não existe agropecuária forte sem profissionais qualificados e bem remunerados. Mas é preciso equilíbrio. Não podemos transformar uma proposta de melhoria social em mais um fator de insegurança econômica para quem produz”, disse.
Segundo a Faesp, o setor agropecuário enfrenta dificuldades estruturais que diferem de outras atividades econômicas. A ordenha, a alimentação e os cuidados sanitários dos animais são diários e permanentes, enquanto plantio, irrigação e colheita dependem de ciclos biológicos e condições climáticas que não seguem o calendário convencional. “O campo não pode parar.
