Preso na manhã desta quinta-feira (15), o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) é apontado pela Polícia Federal como patrono político e articulador de alto escalão de uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A prisão ocorreu durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema que movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
Além de Canella, foram presos o delegado Marcus Amim; os agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como “Pablo Russo”, Giovanni Gaspar Fernandes e José Carlos Alves de Souza Júnior; e o secretário municipal de Ordem Pública de Belford Roxo, Christiano Gaspar Fernandes.
Segundo a Polícia Federal, Canella atuava como elo entre o núcleo econômico da organização criminosa, agentes públicos e estruturas políticas.
As investigações apontam que o deputado eleito seria beneficiário recorrente de valores provenientes das atividades ilícitas do grupo.
Além disso, Canella ainda teria usado sua influência política para viabilizar a ocupação de cargos estratégicos na administração pública por pessoas alinhadas aos interesses do grupo, proporcionando-lhe proteção institucional.
