BRASIL - A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) deve apresentar nesta quinta-feira (15) um pedido de suspeição contra o ministro Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A entidade questiona a imparcialidade do magistrado após decisões que determinaram o bloqueio do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado federal André Janones. As informações são do jornal O Globo.
O pedido de suspeição de Nunes Marques será apresentado em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) iniciada por iniciativa da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). A associação pretende participar do processo como terceira interessada.
A ABJD, que reúne aproximadamente dois mil integrantes, argumenta que as decisões do ministro têm repercussões que ultrapassam os interesses das candidaturas envolvidas, justificando a participação da entidade na ação.
Decisões de Nunes Marques são questionadas
A associação aponta possíveis irregularidades na sequência de decisões que levaram à suspensão do “Exército do Lula”, ferramenta utilizada por apoiadores da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Inicialmente, Nunes Marques determinou o bloqueio do canal por meio de uma petição administrativa, apesar da existência de uma investigação judicial eleitoral sobre o assunto.
A determinação foi posteriormente derrubada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
