Um grupo de cibercriminosos identificado como SLIM SPIDER invadiu sistemas de uma instituição financeira brasileira para obter credenciais e informações associadas a ativos digitais. A operação ocorreu no fim de março de 2026, segundo investigação divulgada pela CrowdStrike.
Em vez de atacar diretamente o Pix ou o Banco Central, os invasores exploraram ambientes de nuvem usados por bancos e fintechs. O episódio integra um cenário de aumento dos ataques cibernéticos a esse tipo de infraestrutura: a empresa registrou alta de 171% nas atividades de crimes digitais direcionadas a ambientes de nuvem.
Acesso a credenciais e sistemas internos
Os criminosos utilizaram scripts personalizados para obter credenciais temporárias de acesso à nuvem da instituição. Depois, procuraram informações sigilosas armazenadas no ambiente e extraíram pelo menos seis segredos cujos nomes indicavam ligação com ativos financeiros digitais.
Com os acessos obtidos, avançaram para o ambiente de desenvolvimento de software da instituição e instalaram ferramentas maliciosas. Uma delas, chamada “spi”, pode fazer referência ao Sistema de Pagamentos Instantâneos do Banco Central, infraestrutura que sustenta o Pix. A relação entre o nome do arquivo e o sistema, porém, não foi confirmada.
A investigação identificou ainda painéis de controle acessíveis pela web, usados para automatizar diferentes tarefas.
