A frase do título foi dita por Trump no sábado, 10/10/26, em Clarksville, Tennessee. E, apesar de insultados, seus ouvintes riram e o aplaudiram. Na sequência, o louco presidente se elogiou por ter mudado o nome do golfo do México e do Lago Ontário, e ainda propôs que o Atlântico ou o Pacífico poderia vir a se chamar Oceano Trump. Novamente, os ouvintes riram e o aplaudiram! Como se explica essa atitude do público? É a galinha batendo palmas para a raposa?
Não sou psicanalista. Fico, porém, estarrecido que haja quem aplauda esse tipo de afirmação, seja lá, seja aqui ou em qualquer local. Parece que a expansão das redes antissociais, tais como facebook e outros, com seus algoritmos, acirrou os ânimos e reduziu o intelecto, promovendo a paixão, principalmente aquele tipo de paixão que quer ver seu suposto adversário destruído.
Aqui, um ponto importante: os algoritmos são instrumentos, os promotores dessa degradação da vida política são aqueles que constroem e controlam os algoritmos, entre eles os chefões das ditas Big Techs, aliados do Trump, a quem os bolsonaros veneram e bajulam. Não à toa o ególatra presidente ofende, diz e faz asneiras, como a guerra contra o Iran, e ainda assim é aplaudido. E, além de mudar os nomes consagrados, pretende rebatizar a IA com o nome Superinteligência, na esperança de reduzir a crescente oposição aos datacenters. A esperança é que ele perca as eleições do início de novembro.
