O mercado elevou a projeção do déficit primário deste ano, segundo dados do Prisma Fiscal divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Ministério da Fazenda.
A estimativa da mediana para o déficit primário de 2026 passou de R$ 52,271 bilhões em setembro para R$ 53,048 bilhões em outubro.
O Prisma Fiscal coleta as expectativas de mercado. O relatório acompanha a evolução das principais variáveis fiscais brasileiras, na perspectiva de analistas do setor privado.
Os analistas consultados pelo Prisma também revisaram a projeção do déficit para 2027. Em setembro, a mediana apontava um déficit de R$ 45,35 bilhões. Em outubro, passou para R$ 44 bilhões.
As previsões para a DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) em 2026 foram revisadas de 83,2% para 83,4%. Já para 2027, a previsão se manteve em 87%.
A meta fiscal de 2026 é de um superávit de 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, de R$ 34,3 bilhões. Sendo assim, com o intervalo de tolerância, a peça orçamentária admite que o resultado primário a ser gerado neste ano fique entre zero e R$ 68,5 bilhões.
