BRASIL - O caso do pedreiro Edimar Rocha Martins, de 49 anos, que saiu de Imperatriz, no Maranhão, e percorreu mais de 2 mil quilômetros até Belo Horizonte, em Minas Gerais, para encontrar uma mulher que, na verdade, era uma personagem criada por inteligência artificial (IA), ganhou repercussão nas redes sociais. Diante da situação, surgiram questionamentos sobre a possibilidade de investigação policial e a responsabilidade de quem administra o perfil virtual.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que, até o momento, não identificou registros de ocorrência relacionados ao episódio. A instituição também esclareceu que criar personagens fictícios com inteligência artificial não constitui, por si só, uma infração penal. No entanto, o uso da tecnologia para enganar pessoas, obter vantagens ilícitas ou causar prejuízos pode configurar crime, dependendo das circunstâncias.
O caso do pedreiro que viajou a BH é investigado pela polícia?
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que não encontrou registros de boletins de ocorrência relacionados ao caso de Edimar Rocha Martins nas consultas realizadas em seus sistemas.
Segundo a corporação, situações envolvendo relacionamentos virtuais podem caracterizar crimes como estelionato e fraude eletrônica, desde que estejam presentes os requisitos previstos na legislação brasileira.
