O presidente de El Salvador, Nayib Bukele (Nuevas Ideas, direita), disse na 3ª feira (13.out.2026) a jornalistas que deve conceder uma libertação “antecipada” e “condicional” a 46.000 presos -metade dos detidos na chamada guerra contra as gangues, que deteve cerca de 93.000 pessoas. O anúncio de Bukele foi feito durante um evento de investimento em energia do grupo espanhol COx, segundo agências internacionais.
“Temos um plano que beneficiaria mais ou menos 50% dos presos que há em El Salvador, que colaboraram com gangues, com uma libertação antecipada”, declarou Bukele. “Se a pessoa colaborou, por exemplo, avisando que a polícia estava chegando, ela é culpada -mas qual é o grau dessa culpa?”, acrescentou, sem dar mais detalhes a respeito do “plano”.
O sistema salvadorenho de combate a criminosos, o “modelo Bukele”, é frequentemente usado como exemplo pela direita brasileira e já foi elogiado pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em agosto deste ano, Flávio afirmou ter se “inspirado” em El Salvador para elaborar o programa de segurança pública de seu eventual governo.
Já na última 3ª feira (13.out), o candidato do PL declarou que o modelo salvadorenho é insuficiente para o Brasil, prometendo adotar medidas mais duras contra criminosos. Flávio afirmou que pretende criar mais de 500 mil vagas em presídios e defendeu a castração de condenados por crimes sexuais.
