O fim da escala de trabalho 6×1, aprovado pelo Senado nesta quarta-feira (14), poderá elevar os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e provocar uma queda de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, equivalente a R$ 76,9 bilhões. As estimativas são da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e consideram a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários.
Os números foram apresentados em manifesto conjunto de confederações empresariais, que alertam para os possíveis impactos da mudança sobre a inflação, a geração de empregos formais e a competitividade dos setores produtivos.
Segundo a CNI, a redução da jornada poderá provocar uma elevação média de 6,2% nos preços ao consumidor. Entre os produtos mais afetados estariam as compras de supermercado, com alta estimada de 5,7%, e os produtos industrializados, que poderiam ficar 6% mais caros. No caso de roupas e calçados, o aumento projetado chega a 6,6%.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima uma alta de pelo menos 13% na inflação, enquanto a Confederação Nacional do Transporte (CNT) projeta um aumento inicial de R$ 11,9 bilhões nos custos com mão de obra do setor.
Falta de mão de obra preocupa o agronegócio
Na agropecuária, as entidades alertam que a redução da jornada poderá agravar um problema já enfrentado pelos produtores rurais: a dificuldade para contratar trabalhadores.
