O Federal Reserve provavelmente precisará aumentar ainda mais as taxas de juros de curto prazo para conter a inflação excessivamente alta, afirmou na quarta-feira (14) a presidente do Federal Reserve de San Francisco, Mary Daly, mas ela sinalizou que não há necessidade de fazê-lo na reunião do banco central marcada para 27 e 28 de outubro.
“É mais provável que precisemos de ajustes adicionais, mas, para mim, o momento certo para esses ajustes ainda está sendo deliberado”, disse Daly à Reuters em entrevista exclusiva.
“Não sinto que haja urgência em decidirmos com um conjunto limitado de informações. Acho que temos o tempo de que precisamos.”
Vários pares de Daly também sinalizaram nas últimas semanas que é improvável que o Fed aumente as taxas neste mês. A taxa de juros de referência do Fed está na faixa de 3,75% a 4,00%.
Os custos dos empréstimos de longo prazo são ainda mais altos, com alguns, como as taxas de hipotecas de 7,5%, freando a demanda em alguns setores da economia.
Daly disse que acredita que os mercados financeiros compreendem a “função de reação” do Fed, apontando para a forma como os operadores reagiram aos dados divulgados na manhã de quarta-feira, que mostraram que a inflação dos preços ao consumidor acelerou para 3,7% nos 12 meses até setembro, um pouco mais forte do que os economistas haviam previsto.
O Fed tem como meta uma inflação de 2%, medida por um indicador diferente, mas relacionado.
