O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, rejeitou nesta quinta-feira (15) os pedidos de renúncia enquanto milhares de manifestantes liderados por estudantes quebravam janelas e entravam em confronto com a tropa de choque na capital, que utilizou jatos d’água e gás lacrimogêneo.
Os manifestantes expressaram indignação com o custo e a qualidade da educação, suspeitas de irregularidades e um acordo para vender partes do litoral sul do país, conhecido por suas paisagens preservadas, para a construção de um resort de luxo apoiado por Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Eles exigiram a renúncia de Rama e afirmaram que ninguém havia dado atenção às suas preocupações durante meses de protestos, em grande parte pacíficos, no verão europeu contra o empreendimento.
Em uma declaração por escrito enviada à Reuters, Rama rejeitou os pedidos para deixar o cargo.
“Minha responsabilidade é ouvir, abordar as preocupações legítimas e manter a Albânia avançando. A alternativa seria uma traição aos albaneses que me deram um mandato sólido para concluir as negociações de adesão à União Europeia (UE)”, afirmou.
Uma estudante que se identificou como Kiara afirmou que o custo de vida, as poucas perspectivas de emprego e a corrupção eram as principais questões.
“Nosso primeiro-ministro é o significado da palavra corrupção.
