Renan Santos (Missão), quarto colocado nas eleições presidenciais no primeiro turno, descartou apoiar o presidente Lula (PT) nesta segunda fase e revelou que não pretende votar no dia 25 de outubro. Em entrevista ao programa Alt Tabet, do Canal UOL, ele disse que prefere não declarar apoio a nenhum dos candidatos para evitar que seu projeto político seja associado a outro grupo.
Apesar de rejeitar um possível alinhamento com Lula, Renan avaliou que o risco de concentração de poder seria maior em um eventual governo do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, o parlamentar teria mais condições de ampliar sua influência política por contar com amplo apoio no Congresso Nacional.
“Eu não vou votar. A última vez eu pedi voto nulo. Dessa vez eu tô falando: votem em quem quiserem”Renan Santos
“Eu acho, em termos de acúmulo de poder, o perigo do acúmulo do poder, do acúmulo específico, é maior com o Flávio. Eu acho isso aqui, da turma do PT, é o maior argumento que eles têm. Porque com o Lula, se o Lula ganhar a eleição, o Lula não tem poder pra passar PEC, pra passar nada”, continuou Renan.
O apoio de partidos de direita e centro-direita a Flávio Bolsonaro se soma ao avanço dessas siglas nas eleições para a Câmara dos Deputados e o Senado. O PL, partido do candidato, elegeu 121 deputados federais e 28 senadores para a próxima legislatura, a maior bancada nas duas Casas.
