Mário Tyago Murakami usa uma expressão curiosa para falar de si e de quem trabalha com ele: roedor de osso. É quem não larga a tarefa no meio do caminho, vai até o limite e, quando falta conhecimento, corre atrás.
Bolsista recém-chegado da escola pública a um colégio particular de Bauru (SP), largou de vez a televisão para tirar o atraso em relação aos colegas; fez o doutorado (direto) em apenas três anos num laboratório onde o orientador fomentava a competição entre os alunos como forma de estímulo; aceitou uma vaga de suplente na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), “no fundo da sala”, só para aprender como funciona a regulação da área, acabou presidente da comissão. Isso sem falar na sequência de papers em periódicos de prestígio, entre eles Nature, Science, Journal of Biological Chemistry e Nature Communications.
Mário Tyago Murakami, 45, é especialista em bioquímica e biologia estrutural de enzimas e biotecnologia industrial. É diretor do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) do CNPEM.
