BRASIL - O canal Exército do Lula, criado no WhatsApp para divulgar conteúdos de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a funcionar na noite desta quarta-feira (14), após a campanha registrar o endereço na Justiça Eleitoral.
A reativação ocorreu depois de uma determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. O canal reúne 4,3 milhões de inscritos e é administrado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG).
A decisão de Nunes Marques estabeleceu a necessidade de registro formal do canal no TSE e determinou um prazo de 48 horas para a retomada das atividades.
Disputa judicial sobre o Exército do Lula
O funcionamento do canal foi alvo de decisões judiciais divergentes nos últimos dias.
No sábado (11), Nunes Marques determinou a suspensão completa do Exército do Lula. Horas depois, a medida foi revertida pelo corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou o retorno da página.
Na terça-feira (13), o presidente do tribunal voltou a analisar o caso e determinou uma nova suspensão. O ministro considerou que a ausência de comunicação oficial do endereço do canal à Justiça Eleitoral justificava a interrupção das atividades.
Campanha registra canal no TSE
Após a nova decisão, a campanha de Lula providenciou o registro do Exército do Lula no Tribunal Superior Eleitoral, atendendo à exigência estabelecida por Nunes Marques.
