A apenas dez dias do segundo turno das eleições deste ano, marcado para 25 de outubro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue vivendo um “surto eleitoreiro”, com uma “sucessão de programas demagógicos” em busca de votos para tentar superar o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, na corrida pelo Planalto. A avaliação é do jornal O Globo, em editorial publicado nesta quinta-feira, 15.
Segundo a publicação, em meio ao questionamento jurídico a essas iniciativas, já que a lei eleitoral proíbe “distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios” no ano da eleição, Lula “não se mostra nem um pouco preocupado com o efeito pernicioso das benesses sobre a economia”.
“Não existe ‘bondade’ grátis. As medidas terão impacto inexorável nas contas públicas, na forma de gasto ou de empréstimos a taxas camaradas de retorno incerto. O próximo presidente, seja quem for, terá de pagar uma fatura que não para de crescer”, afirma O Globo.
O jornal cita o aumento do teto do limite de faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs), além do perdão de dívidas tributárias e da transferência anual de R$ 5 mil com base em critérios desconhecidos.
“Trata-se de populismo em estado puro, sem nenhum estudo ou amparo técnico. É verdade que, ao contrário de outras medidas de efeito imediato, o projeto ainda precisa passar pelo Congresso.
