Celebrado nesta quinta-feira (15), o Dia dos Professores reconhece a importância desses profissionais na sociedade. Sua criação foi uma homenagem defendida por Antonieta de Barros, uma mulher negra, educadora, jornalista e intelectual de Santa Catarina.
De acordo com a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Antonieta nasceu em 1901 na cidade de Florianópolis. Formada em Português e Literatura pela Escola Normal Catarinense em 1921, ela encarava a educação como missão de vida e instrumento de transformação social.
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Aos 21 anos, ela fundou uma escola para alfabetizar crianças e adultos que não tinham condições de estudar. A instituição foi comandada pela profissional até sua morte, em 1952.
A educadora passou mais de 30 anos lecionando na sala de aula, ao mesmo tempo em que escrevia livros.
Antonieta foi a criadora da revista “Vida Ilhoa”, onde publicou mais de mil artigos. Nos anos 1920, fundou e dirigiu a revista “A Semana”, com temas sociais e educacionais, consolidando de vez seu papel como uma voz ativa.
Papel na política e criação de data
Enquanto desenvolvia o senso crítico e intensificava seu papel como comunicadora, a profissional decidiu investir na carreira política: ela se tornou uma das primeiras mulheres eleitas pelo voto no país e foi a primeira mulher negra a se tornar deputada estadual em 1934, garantindo reeleição anos depois, em 1947.
