O caso do pedreiro Edimar Rocha Martins, que viajou mais de 2 mil quilômetros entre o Maranhão e Minas Gerais em busca de um romance com uma mulher feita por inteligência artificial, acendeu um alerta para possíveis golpes com a teconologia.
O uso de dicas de aparência em vídeos, sons e imagens, o contexto do envio de materiais e até ferramentas de investigação digital podem evitar problemas.
Entenda o caso: MA para MG: Pedreiro viaja mais de 2 mil km atrás de mulher criada por IA
Não custa desconfiar
De acordo com o cientista de dados Arnobio Morelix, da Faculdade Sirius, o estranhamento com um vídeo de IA deve ir além da aparência humana, pois a imagem ou voz sintética tem melhorado cada vez mais.
O erro que a gente vê hoje é procurar defeitos na imagem, mas o deepfake de hoje é muito bom na imagem; o que ele é ruim é no contexto. Não só a aparência, mas o contexto. Quando a gente recebe um vídeo num contexto político, pedindo uma senha, uma decisão urgente, vale a pena pensar o motivo de receber essa mensagem, e desconfiar da urgência pode ajudar muito
Arnobio Morelix, cientista de dados
Boca: “A sincronia entre os lábios e a voz ainda entrega. No deepfake, a boca fica entreaberta ou fecha atrasada. A gente pode observar nos dentes também, pois ora estão espaçados, ora parecem um bloco”, avalia Morelix.
Fala: Vídeos com IA têm pausas de respiração que evidentemente não são naturais.
