As mulheres já representam a maioria dos estudantes que concluem cursos superiores ligados ao agronegócio brasileiro.
Em 2024, elas responderam por 50,9% dos formandos nas áreas de agricultura, silvicultura, pesca e veterinária, enquanto os homens corresponderam a 49,1%, segundo o Censo da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Os números ganham destaque nesta quinta-feira (15), Dia Internacional das Mulheres Rurais, data que busca reconhecer a contribuição feminina para a produção de alimentos, a segurança alimentar e o desenvolvimento das comunidades do campo.
Em 2026, a pauta também ganha força com o Ano Internacional da Agricultora, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Na América Latina e no Caribe, as mulheres representam 36% da força de trabalho dos sistemas agroalimentares.
Desse contingente, 71% atuam em atividades fora da produção agrícola propriamente dita, como processamento, distribuição e comercialização de alimentos, segundo dados da FAO referentes a 2019, divulgados em relatório regional de 2025.
