O impacto da interrupção da navegação pelo Estreito de Ormuz já se torna visível nas colheitas agrícolas, ameaçando reduzir a produtividade das fazendas e aumentar os preços dos alimentos, disse na quinta-feira (15) o chefe da Agência das Nações Unidas para o desenvolvimento rural.
“A passagem resultante do bloqueio inicial do Estreito de Ormuz… começa agora a ser visível”, disse à Reuters o presidente do FIDA (Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola) Álvaro Lario.
As interrupções no fornecimento de fertilizantes relacionadas as interreupções na navegação no Estreito de Ormuz, o aumento dos custos de combustível e transporte, as quebras de produtividades agravadas pelo El Niño e as interrupções no fornecimento de trigo do Mar Negro, estão elevando os custos em toda a cadeia de abastecimento alimentar global, afirmou ele.
O Irã tem buscado reforçar o controle sobre o Estreito de Ormuz, usando esse ponto estratégico para pressionar Washington, que por sua vez vem intensificando seu bloqueio naval aos portos iranianos.
Os estoques existentes de fertilizantes e combustíveis inicialmente amorteceram o impacto, mas a incerteza prolongada levou a um plantio mais cauteloso e à redução do uso de fertilizantes, disse Lario, acrescentando que os custos mais altos de combustível também estão afetando a colheita mecanizada.
