O movimento das urnas
Muito lúcido o comentário do jornalista Túlio Milman sobre a eleição presidencial. Ele acredita que a eleição será decidida no Nordeste, porque foi nele que Lula conquistou a vantagem que o levou à Presidência em 2022.
E é o tamanho dessa margem, diante da força de Flávio Bolsonaro nas demais regiões, que pode definir quem governará o país.
Na eleição passada, o Nordeste foi a única das cinco regiões brasileiras em que Lula venceu no segundo turno. A diferença sobre Jair Bolsonaro compensou as derrotas no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.
O resultado nacional dependeu desse equilíbrio.
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Agora a vantagem encolheu. Comparando os primeiros turnos das duas eleições, Lula passou de quase 13 milhões de votos à frente de Jair no Nordeste para cerca de 11 milhões sobre Flávio. A liderança é expressiva. A redução pesa numa disputa apertada.
O perfil dos demais candidatos também merece atenção. Parte dos votos foi para nomes mais próximos da direita. Uma eventual aproximação desse eleitorado com Flávio poderá reduzir a distância.
Mas os votos pertencem aos eleitores. Apoios partidários não asseguram transferência, e o segundo turno abre espaço para novas escolhas.
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Lula foi o mais votado nos nove Estados nordestinos no primeiro turno. No resultado nacional, importa tanto vencer na região quanto o tamanho dessa vitória. Da mesma forma, as vantagens de Flávio nas outras regiões podem crescer ou diminuir.
