Eduardo Bolsonaro afirmou na noite desta quarta-feira, 14, em Washington, que Alexandre de Moraes não poderá continuar no Supremo Tribunal Federal (STF) caso seu irmão, Flávio Bolsonaro, seja eleito presidente da República. O ex-deputado federal condicionou seu retorno ao Brasil à extinção da pena que recebeu do ministro e disse que não pretende cumprir a condenação.
“Primeiro a gente vai ter que expurgar esse câncer chamado Alexandre de Moraes da Suprema Corte”, declarou Eduardo a jornalistas brasileiros, pouco antes de participar de um evento organizado pela plataforma Latino Wall Street e pelo portal La Derecha Diario.
O principal convidado da noite era o presidente da Argentina, Javier Milei, aliado do ex-parlamentar.
Eduardo também afirmou que gostou de saber que Moraes teria procurado um acordo, mas não explicou a que negociação se referia. “Gostei que ele já veio rastejar atrás de um acordo e que o PL rejeitou o acordo”, declarou.
Nos últimos dias, decisões do STF e movimentos políticos foram interpretados em Brasília como possíveis tentativas de aproximação com o grupo de Flávio. Entre os episódios estão o relaxamento da prisão de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, condenada por sua participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, e o aceno do ex-presidente Michel Temer ao senador.
Temer foi o responsável pela indicação de Moraes ao Supremo.
