São Paulo, Jornais turcos, de oposição ao governo Recep Tayyip Erdoğan, denunciaram abusos cometidos contra imigrantes no Centro de Remoção de Harmandalı, em Esmirna, para onde o brasileiro Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, foi levado após ser detido entre as madrugadas de 5 e 6 de outubro. Na segunda-feira (12/10), ele foi dado como morto pelo Consulado Brasileiro em Istambul.
“Constantes violações de direitos humanos”
Ao noticiar a morte de um refugiado sírio, de 21 anos, em um incêndio no quinto andar do Harmandalı, em 2021, o jornal Artı Gerçek afirmou que a unidade protagoniza diversas notícias com alegações de maus-tratos e tortura de refugiados.
A Ordem dos Advogados de Esmirna é personagem frequente nessas reportagens, denunciando os abusos supostamente cometidos no local e as “constantes violações de direitos humanos”.
Em julho deste ano, a entidade apresentou novos relatórios e registros relativos a violações no centro de deportação. Segundo os advogados, chamou a atenção especialmente a negação de acesso a cuidados de saúde, condições de higiene inadequadas e práticas prolongadas de detenção administrativa. Os relatos foram feitos por funcionários da instituição.
A Ordem dos Advogados destacou ainda que o local enfrenta escassez de água, sarna e outras doenças infecciosas semelhantes, de forma generalizada. Além disso, os materiais de limpeza são insuficientes e as condições de vida pioraram piorado devido à superlotação (veja mais abaixo).
