Uma decisão da 3ª Vara do Trabalho de Parauapebas, no Pará, sobre o uso indevido de inteligência artificial em processos, foi usada como referência pelo juiz Walter M. Spader Jr., da Corte Superior de Connecticut, nos Estados Unidos.
O magistrado citou a decisão do juiz do trabalho Luiz Carlos de Araújo Santos Júnior, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, pela falta de legislação em relação ao assunto nos Estados Unidos.
“Como o problema é novo, o Tribunal não encontrou decisões no estado do Connecticut ou em outros estados dos Estados Unidos que abordassem esta questão diretamente. O Tribunal fundamenta a sua decisão na lei de Connecticut e na sua própria autoridade inerente, e cita o seguinte apenas para demonstrar que outro tribunal, ao enfrentar uma conduta materialmente idêntica, a considerou uma ofensa contra a integridade do processo e aplicou sanções significativas”, destacou o juiz norte-americano Walter M. Spader Jr.
Decisão sobre “prompt injection”
Em maio, o juiz brasileiro multou em R$ 84,2 mil duas advogadas do Pará após elas tentarem enganar a inteligência artificial Galileu, usada pelo tribunal, com intuito de fazer a ferramenta apresentar análises rasas dos documentos.
