A redução da dependência de fertilizantes importados está entre as propostas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o agronegócio. Os dois candidatos associam a produção nacional à segurança alimentar, mas apresentam estratégias diferentes para ampliar a oferta doméstica: Flávio prioriza o aproveitamento de reservas minerais e a expansão da infraestrutura de gás natural, enquanto Lula aposta na retomada da produção da Petrobras e no incentivo a bioinsumos.
FLÁVIO BOLSONARO
“Comida barata também é segurança alimentar: um país que produz o próprio alimento não fica refém do preço lá de fora”, afirma Flávio no plano de governo. O candidato propõe apoiar a produção nacional a partir de recursos como potássio e fosfato, além de estimular a fabricação de fertilizantes nitrogenados com gás natural.
O plano de Flávio Bolsonaro relaciona a dependência externa de fertilizantes à exposição do produtor rural às oscilações de preços internacionais. A proposta é aproveitar as reservas brasileiras de potássio e fosfato para ampliar a produção nacional e reduzir a necessidade de importações.
O documento também prevê expandir a infraestrutura de escoamento e transporte de gás natural, com participação de investidores privados. O candidato afirma que o país produz volumes crescentes de gás no pré-sal, mas desperdiça parte do potencial por falta de infraestrutura, enquanto importa gás do exterior.
