O presidente Donald Trump e os republicanos acabaram de receber a pior notícia possível sobre a inflação às vésperas das eleições de meio de mandato: os preços subiram mais do que o esperado em setembro.
A notícia não foi nenhuma surpresa para os eleitores americanos. Pesquisas mostram que eles estão furiosos com o alto custo de vida, que persiste desde a pandemia, mas que foi agravado este ano pelas políticas de Trump, incluindo tarifas e, principalmente, a guerra no Irã.
Para tentar amenizar o impacto dos preços, o governo Trump tem recorrido a todo tipo de manobra.
Há mais de um mês, a Marinha dos EUA iniciou uma operação de alto risco para escoltar navios-tanque que transportam petróleo do Golfo para fora do Estreito de Ormuz.
E, numa tentativa desesperada, Trump anunciou na semana passada um acordo controverso para suspender algumas sanções contra a Rússia, visando a importação de uma quantidade relativamente pequena de diesel daquele país.
O Irã e seus aliados houthis estão, agora, prejudicando ambas as operações. O aumento nos ataques a navios-tanque e à infraestrutura petrolífera na última semana elevou os preços do petróleo e do diesel.
Essa instabilidade provocou uma queda acentuada no tráfego pelos estreitos de Ormuz e Bab al-Mandeb, que, até então, havia se recuperado, em grande parte, aos níveis anteriores ao conflito.
A administração Trump jamais conseguiria resolver o problema da inflação no mês que antecede as eleições de meio de mandato.
