Uma guerra prolongada no Oriente Médio e novas interrupções na produção de energia, nas rotas marítimas ou em infraestruturas essenciais representam os maiores riscos para as economias do Oriente Médio e da Ásia Central, afirmou nesta quinta-feira (15) o FMI (Fundo Monetário Internacional).
Jihad Azour, diretor do FMI para o Oriente Médio e a Ásia Central, disse a jornalistas que a guerra impõe um choque econômico bastante desigual à região como um todo, com os países diretamente afetados sob forte pressão.
“As perspectivas dependem fundamentalmente da rapidez com que a produção de energia e o comércio se normalizem, bem como da capacidade dos países de preservar a estabilidade macroeconômica”, afirmou Azour em entrevista coletiva durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em Bangkok. O FMI divulgará uma avaliação mais abrangente das perspectivas para a região em 22 de outubro.
Os superávits anteriores à guerra, as rotas alternativas, os ajustes na demanda e a redução substancial dos estoques ajudaram a conter o impacto do choque energético provocado pelos ataques liderados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã e pelo posterior fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã.
“Essas reservas de segurança ganharam tempo, mas são finitas. Os estoques estão menores, a capacidade ociosa está mais limitada e novas interrupções podem provocar ajustes de preços muito maiores”, afirmou.
