Rio de Janeiro, O longa-metragem pernambucano A Margem do Rio foi o grande destaque da Première Brasil no Festival do Rio 2026. Após conquistar o Prêmio Especial do Júri no Festival de Locarno, na Suíça, o filme dirigido por Enock Carvalho e Matheus Farias venceu cinco categorias na mostra competitiva carioca, incluindo a de Melhor Longa-Metragem de Ficção.
Em entrevista ao Metrópoles, os cineastas falaram sobre as inspirações para a história, a relação pessoal e profissional que deu origem ao projeto e a emoção de apresentar o trabalho ao público brasileiro após o reconhecimento internacional.
Ambientado no Recife, cidade marcada pela presença de rios e manguezais, A Margem do Rio acompanha Izaquiel, um jovem auxiliar de serviços gerais que busca encontros secretos no mangue durante a noite. Nesse contexto, ele conhece Jeremias, um pescador misterioso e magnético. Quando uma ameaça externa leva violência ao local, os dois embarcam em uma jornada pelo manguezal, onde realidade e mito se misturam.
Segundo os diretores, a paisagem recifense é um dos pontos de partida do longa. Para Enock Carvalho, a geografia da cidade ajudou a construir a narrativa, que aborda temas como identidade, sexualidade e marginalização.
“A inspiração principal é a nossa cidade, Recife. Uma cidade entrecortada por rios e com mangues e esse filme surge a partir da paisagem da cidade.
