Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemoraram nesta 4ª feira (14.out.2026) a aprovação, pelo Senado, da proposta que acaba com a escala de trabalho 6 x 1. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) classificou como “escravidão moderna” o modelo de contratação por hora defendido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência.
Já o senador Renan Filho (MDB-AL), criticou a mudança de posição do adversário de Lula e a ausência do senador no plenário durante a votação.
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) foi aprovada em 2 turnos, com 75 votos favoráveis e 1 contrário. O texto reduz gradualmente a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, garante 2 dias de descanso remunerado sem redução salarial. A votação representa uma vitória política para Lula a 11 dias do 2º turno das eleições presidenciais.
O relator da PEC, o senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou ao Poder360 que com a PEC o Congresso dá dignidade para homens e mulheres. “Isso não é um benefício, é a realidade. Menos trabalho, mais produtividade e sem perda salarial”.
A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE) disse em entrevista ao Poder que a PEC amplia o descanso dos trabalhadores e contribui para a redução do adoecimento laboral. Para ela, apesar de partidos terem apoiado a proposta por diferentes motivos, a votação demonstra um recuo da oposição, que antes se posicionava contra a medida.
