Brasília, 14 de outubro de 2026. O Senado aprovou nesta quarta-feira (14/10) a PEC 221/2019, que acaba com a escala 6×1. O texto reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso, sem corte de salário, com transição de um ano. O placar foi de 75 a 1 nos dois turnos, sem abstenções. Eram necessários 49 votos. O único contrário foi Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Ao fim da votação, sob gritos de “Lula” no plenário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), comemorou com o senador Camilo Santana (PT-CE): “Eu disse que ia dar certo”. Davi cumpriu o compromisso com o Planalto de pautar a proposta antes do segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro, daqui a 11 dias. Como o texto é o mesmo aprovado pela Câmara em 28 de maio, a PEC segue para promulgação.
Análise: um recuo para evitar estrago
Se a votação não pesasse na campanha, a oposição não teria entregado um placar tão consagrador. Até a manhã de terça-feira (13/10), o discurso era outro: votariam contra, porque tinham uma proposta melhor, que daria “liberdade ao trabalhador para decidir”. Um dia depois, o PL votou em bloco a favor, e só Mourão ficou sozinho segurando a tese.
A explicação está na popularidade da medida. Segundo a Quaest, 61% dos entrevistados apoiam o fim da 6×1. O tema ganhou as ruas pelas mãos da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), mas é uma reivindicação antiga dos trabalhadores e um debate que corre o mundo.
