A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) criticou nesta 4ª feira (14.out.2026) a aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 221 de 2019 no Senado, que extingue a escala de trabalho 6 X 1. A medida foi aprovada em 2 turnos, com 75 votos favoráveis e 1 contrário em cada votação.
Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a mudança pode “elevar a informalidade” no mercado de trabalho e aumentar os custos dos empregadores. De acordo com a federação, o impacto deve se estender ao orçamento das famílias brasileiras, com reflexos em despesas como taxas de condomínio.
Skaf também criticou a condução do processo legislativo. Para ele, a inclusão da regra diretamente na Constituição restringe a flexibilidade da organização econômica do país. O dirigente defendeu que o tema deveria ter sido debatido com mais profundidade e fora do calendário eleitoral.
“Nossa posição sempre foi a de que um tema dessa magnitude exigia debate profundo e fora do calendário eleitoral, sem o risco de se tornar uma ‘PEC Boca de Urna'”, afirmou Skaf.
“A PEC trará impactos no funcionamento de setores essenciais, como saúde, educação, transporte, supermercados e químico, que precisam ser medidos com responsabilidade e seriedade.”
O presidente da Fiesp também elencou consequências previstas para trabalhadores e empresas.
