O governo Trump rejeitou a recomendação de um órgão de fiscalização governamental de que agentes de imigração dos EUA deveriam utilizar uma tecnologia capaz de ativar automaticamente câmeras corporais sempre que um agente sacasse sua arma ou acionasse a sirene de uma viatura.
A ativação automática de câmeras corporais foi uma das várias recomendações apresentadas em um relatório divulgado nesta quarta-feira (14) pelo GAO (Government Accountability Office), órgão de fiscalização independente e apartidário que atua junto ao Congresso dos EUA.
A recomendação surge em um momento em que agências americanas enfrentam um escrutínio crescente sobre as táticas de fiscalização empregadas em uma ofensiva imigratória, a qual incluiu episódios fatais envolvendo dois cidadãos americanos em Minneapolis, levantando questionamentos sobre a responsabilidade e a prestação de contas dos agentes.
O relatório do GAO aponta que o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) e o CBP (Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras) dos EUA “deveriam aprimorar a gestão de seus programas de câmeras corporais“, acrescentando que o CBP e o ICE não atualizam os planos de seus respectivos programas desde 2022 e 2024, respectivamente.
Abrangendo o período de fevereiro de 2025 a setembro deste ano, o relatório recomenda que o ICE implemente controles adicionais para garantir que as câmeras sejam, de fato, ativadas.
