O médico-veterinário Wilson Grassi (Democrata), que disputou a Presidência da República no primeiro turno, condicionou seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno à adesão pública do candidato a cinco propostas de proteção animal. Em vídeo, ele já descartou apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Grassi afirmou que enviará uma carta ao senador e que espera um pronunciamento de Flávio se comprometendo com as medidas. Caso isso não ocorra, disse que o candidato “não merece o meu voto”. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, o veterinário recebeu 16.881 votos, equivalentes a 0,01% dos votos válidos.
Ao explicar sua posição, Grassi afirmou ter conversado com familiares e seguidores. Além de mencionar críticas a Lula apresentadas em um vídeo anterior, citou a opinião política da mãe, de 80 anos.
“Se eu apoiar o Lula, eu perco a minha mãe, e entre a política e ela, eu prefiro a minha mãe. Então eu não vou apoiar o Lula, isso já está decidido”, declarou.
O ex-candidato ressaltou, porém, que a rejeição ao petista não significa apoio automático ao adversário. Segundo ele, o programa de governo de Flávio não contempla a causa animal.
As condições para o apoio
Na carta dirigida ao senador, Grassi propõe apoio político mediante compromisso público com medidas voltadas a animais domésticos e silvestres, atendimento veterinário e valorização dos protetores.
