A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticaram nesta quarta-feira (14) a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial. Segundo estimativas da CNI, a mudança poderá elevar os custos de produção em até R$ 267,2 bilhões e provocar um aumento médio de 6,2% nos preços ao consumidor. Já a Fiesp questionou a aprovação da medida em meio à disputa presidencial e alertou para possíveis impactos sobre serviços essenciais e despesas das famílias.
Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, lamentou a aprovação da proposta sem uma discussão mais ampla sobre os efeitos econômicos. A entidade defende que o Congresso Nacional volte a analisar o tema para adequar as mudanças à realidade brasileira.
“Lamentamos que a votação tenha sido feita sem mais debates com a sociedade brasileira e entendemos que os impactos dessa medida não foram devidamente mensurados”, afirmou Alban.
“Após a constatação, por exemplo, da perda de competitividade e da alta inflacionária, acreditamos que o Congresso Nacional possa abrir espaço para revisitar o tema visando encontrar a melhor solução para a economia brasileira”, acrescentou.
