A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de três suspeitos por envolvimento em uma série de mortes com características de execução ocorridas em diferentes regiões da cidade de São Paulo e região metropolitana. Até aqui, ao menos dez casos, alguns deles marcados por decapitação, esquartejamento e desova de corpos em sacos pretos, foram registrados do começo de setembro em diante.
Agora, a Polícia Civil de São Paulo tenta localizar os primeiros suspeitos identificados na investigação. Nesta quarta-feira, 14, as equipes cumprem ainda três mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos alvos. Uma das hipóteses, ainda investigada, é que o trio atuaria no chamado “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC), espécie de Justiça paralela da facção. A atuação de um “serial killer” (assassino em série) é descartada pela polícia.
Como mostrou o Estadão, usuários têm levantado a hipótese nas redes sociais de que as ocorrências estariam ligadas à atuação de um possível serial killer, sobretudo por conta da brutalidade dos casos - algumas postagens sobre isso viralizaram em plataformas como TikTok e Instagram.
Essa linha, porém, é descartada pela Polícia Civil. Segundo nomes da alta cúpula da instituição ouvidos pela reportagem, apesar das semelhanças, não há elo aparente entre as ocorrências que indique atuação de uma só pessoa.
