Flávio Bolsonaro (PL)
Vittor Sales
O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) foi cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária pertencente a uma empresa do advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de lavagem de dinheiro.
Para a PF, o cadastro dava a Flávio "acesso operacional relevante" à conta bancária e "sustenta a hipótese de sua eventual participação econômica ou societária de fato na empresa".
Flávio e Willer Tomaz são amigos, mas negam ter negócios juntos. A PF descobriu indícios de que eles dividiram a conta bancária da empresa Alcazar Holdings, de propriedade de Tomaz, ao encontrar e-mails trocados entre uma secretária do advogado e uma funcionária do banco Santander.
O caso foi revelado no sábado (10) pelo UOL e detalhado nesta quarta (14) pela colunista Malu Gaspar, do jornal "O Globo". O g1 também obteve as informações sobre a investigação policial.
A apuração começou no Rio Grande do Sul, onde a PF investigava supostos crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Um dos alvos do inquérito no estado era a casa de apostas Blaze. Com autorização judicial, o sigilo telemático de Willer Tomaz foi quebrado.
Essa investigação subiu para o Supremo Tribunal Federal (STF), para ser distribuída a um dos ministros da corte, porque o nome de Flávio Bolsonaro apareceu em e-mails obtidos com a quebra de sigilo. Como senador, Flávio tem foro especial no STF.
Flávio Bolsonaro foi cadastrado como 'usuário master' em conta bancária de empresa de advogado investigado
