Advogados das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltaram a se reunir nesta quarta-feira (14) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para tentar um acordo sobre as regras de funcionamento e registro de canais de apoiadores no WhatsApp no segundo turno.
Segundo apurou a CNN, os dois lados ainda não chegaram a um consenso. Sem acordo, caberá ao plenário da Corte Eleitoral definir os critérios.
Foi o segundo encontro em dois dias. Na terça-feira (13), as equipes foram recebidas pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques, em meio ao aumento das ações na Justiça Eleitoral e a decisões conflitantes sobre o canal “Exército do Lula“.
O principal ponto em aberto é a partir de quando um canal tocado por apoiador deixa de ser iniciativa de terceiro e passa a ser da campanha, o que a obriga a comunicá-lo à Justiça Eleitoral. De acordo com interlocutores, os dois lados concordam que canais ligados às campanhas devem ser informados, mas divergem sobre os critérios para caracterizar esse vínculo.
Os advogados vão levar o tema às coordenações das campanhas ainda nesta quarta e tentam fechar parâmetros mínimos até quinta-feira (15).
A discussão nasce do caso do Exército do Lula, canal com mais de 4 milhões de inscritos coordenado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG).
