Alexia Putellas celebrou sua 150ª partida pela Espanha com gol no empate em 2 a 2 contra os Estados Unidos, nesta terça-feira, 13, nos preparativos para a Copa do Mundo de 2027. O lance aos 27 minutos do primeiro tempo sintetizou o momento da capitã. Atuando nas entrelinhas e atacando a área sem a bola, a meia adaptou seu estilo de jogo para manter o protagonismo técnico sem sobrecarregar a parte física.
O marco histórico simboliza longevidade, mas o que salta aos olhos é a transição de seu papel em campo. Entre o título mundial de 2023 e o projeto que visa o bicampeonato em 2027, a camisa 11 deixou de ser a meia de condução contínua e arranque individual para se consolidar como articuladora posicional e definidora de espaços curtos.
Ocupação de entrelinhas e zonas de finalização
No desenho tático da Espanha, estruturado sobre a base do 4-3-3, o posicionamento de Putellas ganhou novos contornos:
Inversão de papéis no meio-campo: Com Aitana Bonmatí assumindo o volume principal de condução e transição a partir do terço central, Putellas fixa-se com frequência na entrelinha adversária, entre a linha de volantes e os zagueiros.
Ataque à área sem bola: O gol contra as norte-americanas expôs esse padrão. Em vez de disputar o contato físico direto com a zaga, a meia atacou o espaço vazio nas costas da linha de cobertura no instante exato do cruzamento, comportando-se como atacante de apoio.
