O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) adiou o julgamento do recurso do Ministério Público (MPDFT) para aumentar a pena do psicólogo Pablo Stuart Fernandes Carvalho (foto em destaque), acusado de torturar e matar 17 gatos. O julgamento seria realizado nesta quinta-feira (15/10), mas foi adiado a pedido da defesa de Pablo e não tem nova data.
O caso foi revelado pelo Metrópoles em março de 2025.
Pablo Stuart foi condenado em primeira instância, em abril de 2026, a 9 anos de prisão por maus-tratos aos 17 animais. A Justiça também proibiu o psicólogo de assumir a guarda de novos animais de estimação.
Mas, segundo o Ministério Público, Stuart deveria responder por cada um dos 17 gatos mortos, o que tornaria a pena mais extensa. Caso o pedido seja aceito, o tempo de prisão saltaria para mais de 46 anos.
Representante do grupo Justiça pelos Tigrados, criado para denunciar o acusado à época, Juliana Campos considera o aumento de pena justo e necessário. “Foram 17 gatos mortos. Foram 17 vidas”, pontuou.
Para a defensora dos animais, a pena precisa ser adequada à gravidade do crime. “Ele está solto e sem tornozeleira. As pessoas têm um sentimento de impunidade”, completou.
“Os gatos são seres sencientes. Sentem dor, frio, medo”, argumentou a protetora.
Diego Marques, advogado de Pablo Stuart afirmou a que o pedido de adiamento ocorreu “em razão de uma irregularidade processual que comprometia o contraditório e a ampla defesa”.
