O mercado físico do boi gordo permanece firme nesta quarta-feira (14), ainda sustentado pela oferta restrita de animais e pelo posicionamento pouco confortável das escalas de abate, concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte das regiões pesquisadas pela consultoria Safras & Mercado.
Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, apesar da manutenção do viés de alta, a semana apresenta um movimento mais comedido, com reajustes pontuais e maior estabilidade nas principais referências.
“O mercado continua carregando expectativas favoráveis para o último trimestre, período que tradicionalmente concentra o auge do consumo doméstico de carne bovina”, constata.
De acordo com ele, a retomada de um maior volume de embarques para a China também permanece como um importante elemento de sustentação.
“A estratégia mais provável envolve a produção durante outubro e o embarque ao longo de novembro e dezembro, buscando a chegada das cargas em janeiro para utilização da cota de 2027. Não há, até o momento, confirmação de transferência de cotas não utilizadas por outros países ou de mudança no critério oficial de contabilização”, conta Iglesias.
Dessa forma, o analista ressalta que o impacto sobre a demanda doméstica por boiadas tende a ocorrer de maneira gradual e continuará condicionado à gestão logística das indústrias exportadoras.
