O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou nesta quarta-feira (14/10) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obrigou o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, a “fazer o L” ao anunciar apoio ao fim da escala de trabalho 6×1.
Guimarães acusou o adversário de Lula de mudar de posição por pressão popular e classificou como “conversa fiada” o apoio de Flávio à proposta, já que integrantes do PL admitem rever a mudança em 2027, caso o senador vença a eleição.
“O Lula convenceu ele, né? Ele ‘fez o L’ porque todo mundo sabe que os senadores do PL nunca votaram a favor dessa matéria aqui, que a proposta deles era outra, não queriam aprovar essa PEC”, afirmou o ministro, em conversa com jornalistas no Senado.
“As ruas e as redes obrigaram, e o Lula obrigou ele a ‘fazer o L’. Mas eu estou aqui no plenário para ver se ele vai ‘fazer o L’ na hora do voto”, acrescentou.
O Senado votará nesta quarta uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1. O texto, defendido por Lula, prevê a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte salarial, e garante dois dias de descanso remunerado por semana.
À imprensa, Guimarães acusou Flávio Bolsonaro de apoiar a proposta apenas para, no próximo ano, caso seja eleito, “desfazer tudo aquilo que o Senado está fazendo”.
