Ao enfrentar seus opositores nesta quinta-feira, pela primeira vez desde o escândalo que quase lhe custou o cargo no verão europeu passado, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, encara esse teste em uma posição muito mais favorável do que o previsto.
A partir das 11h em Zurique (6h no horário de Brasília), o dirigente ítalo-suíço de 56 anos se reunirá com os outros 36 membros do Conselho, o órgão executivo da entidade máxima do futebol mundial, para sua primeira reunião desde 28 de abril.
Desde então, após uma Copa do Mundo de 2026 marcada por polêmicas, mas um sucesso comercial, aconteceu o impensável: inabalável no trono da Fifa há dez anos e com caminho livre para uma reeleição tranquila em 18 de março de 2027, Infantino esteve perto de ter que deixar a instituição.
Mesmo após desistir de seu projeto secreto de abrir o Mundial a investidores privados, as confederações europeia (Uefa), norte-americana, centro-americana e caribenha (Concacaf) e asiática (AFC) se uniram para exigir sua renúncia.
Há dois meses, essa primeira reunião do Conselho no período “pós-crise” parecia representar um perigo para Infantino, ao permitir que seus adversários o pressionassem a ponto de exigir um voto de confiança. No entanto, essa possibilidade foi descartada, e o chefe do futebol poderá apresentar suas próprias ideias para reformar a governança da instituição.
