A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai reunir nesta 5ª feira (15.out.2026) os observadores internacionais credenciados no Tribunal Superior Eleitoral. Vai apresentar um relatório com indícios de interferências de plataformas digitais, especialmente da Meta, no 2º turno da eleição presidencial. A OEA (Organização dos Estados Americanos) também foi convidada.
A reunião foi anunciada nesta 4ª feira (14.out) pelo líder do PT no Senado e porta-voz da campanha, Camilo Santana, durante entrevista no comitê eleitoral, no Lago Sul, em Brasília. Ele estava acompanhado do secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares.
Segundo Camilo, a campanha também pretende levar a queixa à OEA e à ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados). A iniciativa, afirmou, partiu do presidente Lula.
Nesta 4ª feira (14.out) a campanha se reuniu com representantes de partidos e entidades de defesa da democracia de mais de 12 países. Camilo citou Estados Unidos, Reino Unido, Argentina, Colômbia, Moçambique, Guatemala, Honduras, Uruguai, Venezuela, Chile e Espanha.
Éden afirmou que a manipulação da vontade popular por plataformas digitais não é nova. Citou Nepal, Malásia, Madagascar, México, Colômbia, Honduras e Chile como exemplos anteriores. Disse que o caso brasileiro seria “outro patamar”.
O marqueteiro da campanha, Sidônio Palmeira, ligou a suspeita de interferência aos Estados Unidos. Citou o Brexit como exemplo e disse que a Meta sempre beneficiou a extrema direita.
