A Justiça Eleitoral de Divinópolis (MG) determinou, nesta quarta-feira, 14, a abertura de um inquérito policial contra a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG). A decisão, relata o jornal O Globo, atende a um pedido da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), que acusa a petista de divulgar informações falsas sobre aliados de Bolsonaro.
Em publicações feitas no X, em 24 e 25 de setembro, Ana Elisa declarou que “os bolsonaristas estão tentando retirar o título de padroeira do Brasil da Nossa Senhora Aparecida”. Ao ser questionada, respondeu: “Para quem diz que é mentira, procure saber se informar”.
A deputada eleita se referia a um projeto de lei que pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, mas que havia sido arquivado quase 20 anos antes.
A campanha de Flávio Bolsonaro apresentou o pedido de investigação no domingo 11. O argumento é que Ana Elisa teria cometido o crime de divulgar informações falsas sobre partidos ou candidatos capazes de influenciar o eleitorado. O Código Eleitoral prevê pena de dois meses a um ano de detenção ou multa para esse tipo de infração.
Ana Elisa recebeu 524.219 votos e foi a segunda candidata mais votada para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais, atrás de Nikolas Ferreira (PL). Aos 21 anos, tornou-se a deputada federal mais jovem eleita. Na reta final da campanha, foi chamada pela equipe de Lula para colaborar com a estratégia do petista nas redes sociais.
