O ministro André Mendonça, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), negou o pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e manteve uma postagem do PL, partido do candidato Flávio Bolsonaro, associando o petista a pessoas investigadas pelas fraudes em descontos associativos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A decisão foi publicada nesta quarta-feira (14) e também recusa a solicitação de direito de resposta.
A postagem usa notícias sobre investigações que envolveriam Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, além da lobista Roberta Luchsinger e de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A peça também faz referência sobre supostas transferências bancárias de Luchsinger ao ex-chefe de gabinete de Lula.
Na visão da campanha do PT, a publicação ultrapassa os limites da crítica política legítima, pois “utiliza informações referentes a investigações envolvendo terceiros para sugerir, sem suporte fático, que o Presidente Lula teria conhecimento, participação ou conivência com os ilícitos investigados”.
No entanto, Mendonça não verificou elementos suficientes para reconhecer um possível direito de resposta ou a necessidade de exclusão da postagem.
