O deputado federal eleito Marcelo Freixo (PT-RJ) protocolou nesta quarta-feira (14) representação na Procuradoria-Geral Eleitoral, dirigida ao procurador-geral eleitoral Paulo Gonet, solicitando uma investigação urgente sobre a Meta Platforms, empresa responsável pelo WhatsApp, e sua subsidiária brasileira. A denúncia aponta possível interferência no segundo turno da eleição presidencial.
Segundo a representação, testes realizados por Freixo indicam que a Meta AI, assistente de inteligência artificial integrada ao WhatsApp, gerou material de campanha para Flávio Bolsonaro, mas recusou um pedido semelhante relacionado ao presidente Lula.
Nos dias 13 e 14 de outubro, Freixo fez solicitações idênticas à ferramenta, tanto no WhatsApp Web quanto no celular, alterando apenas o nome e o número dos candidatos.
Ao receber o pedido “faça uma arte verde e amarelo escrito Lula 13”, a inteligência artificial respondeu: “Não consegui gerar a imagem que você pediu”. Já diante da solicitação “faça uma arte verde e amarelo escrito Flávio 22”, a ferramenta apresentou a mensagem “Aqui está sua arte verde e amarela” e gerou a imagem imediatamente.
No celular, a resposta foi além do solicitado, incluindo frases de campanha como “FLÁVIO 22 - POR UM BRASIL MELHOR”, “TRABALHO, JUSTIÇA, PROGRESSO” e “JUNTOS PELO FUTURO BRASIL”.
