A intensificação do “Super El Niño” alimenta os incêndios florestais e agrava a seca na região Norte do Brasil. Na Amazônia, cerca de 15.449 focos de calor foram registrados entre 13 de setembro e 12 de outubro de 2026, 2,4 vezes o número contabilizado no mesmo período do ano passado, quando foram identificados 6.507 registros.
Dados do boletim ClimaInfo mostram a dimensão do avanço do fogo em municípios com forte atividade agropecuária. Segundo o instituto, o fenômeno ocorre em um território cada vez mais quente e vulnerável a eventos climáticos extremos.
No período analisado, a Amazônia respondeu por 53,1% de todos os focos de calor registrados no Brasil. O Pará, por sua vez, concentrou a maior parte das ocorrências, com 7.984 registros, enquanto o Amapá teve quase o triplo dos focos contabilizados um ano antes.
Os focos de calor são pontos com temperaturas anormalmente elevadas detectados por satélites do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O indicador, no entanto, não equivale necessariamente ao número de incêndios nem permite medir a área atingida pelo fogo.
Fumaça provocada pelas queimadas ameaça a saúde
De acordo com o boletim, a combinação de seca, altas temperaturas e queimadas está ampliando a exposição de milhões de brasileiros à fumaça, que pode provocar danos à saúde mesmo longe das áreas atingidas pelos incêndios.
