BRASIL - O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (14) que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) explique, em até 48 horas, as falhas identificadas no acesso a aplicativos e serviços da Justiça Eleitoral durante o primeiro turno das eleições de 2026.
A decisão foi tomada após um relatório da agência apontar problemas no funcionamento de plataformas como o e-Título, o Pardal e o Boletim na Mão, mesmo após determinação do Supremo para garantir o acesso gratuito a esses serviços por usuários de telefonia móvel sem créditos ou com a franquia de internet esgotada.
Zanin também determinou que a Anatel informe quais medidas estão sendo adotadas para corrigir as falhas antes do segundo turno. A configuração do acesso gratuito deverá estar concluída e testada antes de 22 de outubro, quando começa o período de fiscalização previsto para a nova etapa da votação.
Relatório identificou falhas em diferentes operadoras
A fiscalização da Anatel foi realizada entre os dias 1º e 5 de outubro e envolveu as redes de Claro, Vivo, TIM, Surf, Algar e Unifique, que representam aproximadamente 98% do mercado de telefonia móvel.
Segundo a agência, foram realizados, em média, 3.597 testes por dia nas 27 unidades da Federação. Ao final do período, as taxas de sucesso no acesso aos serviços monitorados chegaram a aproximadamente 89% na Claro, 91% na Vivo, 89% na TIM e 95% na Surf.
